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COMO A MINHA GATA VEIO PARAR CÁ A CASA E QUAL O NOME DELA

No outro dia lembrei-me que nunca partilhei a história (super emocionante!) de como a minha gata veio parar às minhas mãos. Nem nunca disse qual era o nome dela, e muita gente me pergunta como se chama.

Lembro-me de estar na sala da minha casa em Maputo, a ver uns desenhos animados quaisquer, quando ouvi o carro do meu pai a entrar pelo portão de casa e a estacionar. Conseguia ouvir as portas a abrir e a fechar, e o meu irmão, ainda com a sua voz aguda de criança, a dizer disparates a um amigo que vinha com ele.

Fiquei à espera que a porta de casa se abrisse e eles entrassem com a pressa habitual de ir jogar PS; mas eles nunca mais enfiavam a chave na fechadura da porta. Conseguia ouvi-los lá fora a dizer coisas estranhas como “acho que está debaixo do carro” e “não ouves um gato a miar?!”, e decidi calçar as havaianas e ir ver do que se tratava. Quando me aproximei do carro, percebi que eles estavam deitados no chão a apontar a lanterna do telemóvel para debaixo do carro, a dizer que estava ali um gato preso e que não o conseguiam tirar. Eu conseguia ouvir o gato – mais tarde, gata – a miar desesperadamente, e fui buscar um pau de madeira para os ajudar a chegar até ele.

Eventualmente, o amigo do meu irmão, com o seu braço fino de criança, lá conseguiu chegar ao esconderijo e tirou de lá uma bolinha de pêlo do tamanho da palma da minha mão. Era um gatinho bebé, despenteado e assustado, com os seus olhos verdes muito arregalados – e eu apaixonei-me de imediato! O meu pai tinha ido buscar o Hugo aos treinos (de ténis), e o clube ficava a uns 15/20 minutos da minha casa. Ela meteu-se debaixo do carro, num sítio minimamente estável, e veio “de boleia” até nossa casa. Sim, um gato recém nascido sobreviveu 20 minutos junto a um motor a ferver, numa estrada cheia de buracos e com um condutor que não anda propriamente devagar.

Os primeiros dias foram bastante agitados, e de muita preocupação, não só porque nunca tínhamos tido um animal recém-nascido em casa (vá, os hamsters não contam!), como este estava especialmente assustado e escondia-se nos sítios onde não o conseguíamos apanhar: debaixo de móveis onde nem a minha mão passava, nos buracos dos canos, etc. Não só ficava um dia inteiro desaparecido, sem sabermos se tinha fugido ou não, como também não comia nada do que lhe dávamos. Chegou segunda-feira e levámos o gato ao veterinário: afinal, era uma gata! Foi observada, apanhou as vacinas necessárias, foi higienizada… e, no fim, a minha mãe diz as palavras que eu não queria ouvir: “vamos deixar um anúncio a dizer que temos um gato para doar”. BUM, e eu acordei ali. Aquela gata já era minha, tinha ficado os dias todos no meu quarto, eu mal dormia com medo de que ela não estivesse bem – ninguém ia ficar com a minha gata. Ela não foi parar lá a casa por acaso, principalmente quando a probabilidade de ter morrido no caminho era tão grande. Ela escolheu-nos. E, assim sendo, não ia aparecer ninguém para ficar com ela. Pedi aos meus pais uma semana, e, se ninguém aparecesse entretanto, ela era nossa.

Passado uma semana, ainda não tinha aparecido ninguém. A gata era nossa.

Antes de decidirmos ficar com ela (bem, os meus pais, porque eu já tinha decidido), achámos por bem não lhe dar um nome, visto que os novos donos iriam querer dar um nome ao seu gosto. Então, passámos a semana toda a tratá-la por “Gata”. E, adivinhem: o nome assim ficou, até hoje. O nome da minha gata é… Gata.

Claro que, com o tempo, cada um foi inventando alcunhas para ela: a minha mãe diz “gatinha”, o meu pai diz “massa”, o Hugo diz “puss” ou “massinho”, e eu digo “gatinho”.

Já tive cães, hamsters, peixes, pássaros e tartarugas, e posso-vos dizer que a experiência de ter um gato é incomparável. Não que seja melhor ou pior, mas são animais com personalidades tão singulares que eu acho que toda a gente devia ter essa experiência. São muito mais independentes que os cães, deixam arranhões gigantes, levantam os fios dos sofás e dos cortinados… e são criaturas super elegantes, delicadas, engraçadas, asseadas, brincalhonas e, dependendo de gato para gato, fazem-nos imensa companhia.

A minha gata ensinou-me a viver mais no momento, a manter o meu espaço mais arrumado, a aproveitar ao máximo o calor do sol, e a brincar mais. E eu não a trocava por nada!

Tens algum animal de estimação? Já tiveste alguma experiência com gatos?

 

 

13 Comments

  1. Eu neste momento tenho 15 gatos ( que são mais da minha prima do que meus?, basicamente eles escolheram a ela) tenho duas cadelas adoptadas e a minha irmã tem 5 que foram abandonadas na nossa rua. A verdade é que os animais nos fazem muito bem e eu não consigo me imaginar sem um pra cuidar. ?

  2. Sim tenho 3 gatas e dois gatos….bem um dos gatos não e bem meuas praticamente e como se fosse porque e da minha vizinha mas passa os dias e as noites em minha casa só vai a casa da minha vizinha de vez em quando, e uma das gatas, a “Pantufa” apareceu cá em casa tal como o outro gato que é meu mesmo o “Ruça” e eles são meus não os troco por nada e gosto muito dela fazem-me imensa companhia e a “Pantufa” esta sempre a pedir-me miminhos, parece mesmo minha lkk, gosto muito dos meus gatinhos …..beijinhos Joana!

  3. Desde que me conheço que tenho gatos. São animais tão únicos e não os troco por nada! Todos têm feitios diferentes, são extremamente independentes, inteligentes e carinhosos quando querem… São vingativos mas dão valor às atitudes que temos… Tenho a sorte de ter sido escolhida pela minha gata. Num domingo de final de agosto de 2012 meti na cabeça que tínhamos de ir buscar uma gata à união zoofila para fazer companhia a outra que já tenho há muitos anos porque a mãe e companheira dela tinha ido em julho… Convenci os meus pais e chegamos 10 minutos antes deles fecharem… Foi quando tudo aconteceu, eu olhei para ela e ela olhou para mim, eu pedi para lhe pegar e ela começou logo a fazer ronron e a dar-me beijinhos… A minha resposta foi logo “e esta”! Não que eu não quissesse levar os outros todos que lá estavam mas foi amor à primeira vista!
    PS- Adoro a maneira como escreves. Nunca escrevi um comentário no teu blog, mas este tema é irresistível!
    Beijinhos ❤️

  4. Já tive alguns animais de estimação mas de momento não tenho nenhum! Há algum tempo que deixei de gostar da ideia de manter “preso” num apartamento um animal.. Não sei, mas para mim, deixou de fazer sentido! 😉
    A Gata é linda e o nome não podia ser melhor! 😉
    Beijinho
    Cris

    http://www.lima-limao.pt

    1. Mais vale teres um gatinho no apartamento do que numa jaula do canil ou na rua a apanhar frio e fome. Pensa nisso. Percebo que aches que eles não gostam de ficar presos mas especialmente (a maior parte) dos gatos adora estar em casa aconchegadinho no colo do dono e a receber carinho. Mas são opiniões.

  5. Eu odiava gatos até aparecer uma gata vadia em minha casa. Como lhe ia dando comida, ela lá ficou por casa. Depois de uma semana com ela, não percebi porque nunca gostei de gatos, talvez porque nunca tinha tido a experiência de ter um. Embora pensasse que os gatos não nos ligavam nada, é mentira! Ela dorme comigo, estuda comigo, como comigo, … Hoje tenho 8 gatos, e adoro!

    1. Acho que toda a gente tem essa idea dos gatos ao início. Também nunca pensei que ia gostar tanto, até a Gata ter aparecido em minha casa 🙂 8 gatos é dose!! ahah beijinho, Inês 🙂

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