dois trimestres gravidez

Os Dois Primeiros Trimestres de Gravidez: Como Descobri, Sintomas, Alimentação

Entrámos há uns dias no terceiro trimestre e decidi partilhar convosco como foram os dois primeiros trimestres da minha gravidez. Ainda não tinha falado do assunto por aqui, mas quem me segue no Instagram já sabe que estou grávida e em Julho vou ser mãe pela primeira vez!

Estou feliz, muito feliz, e calma. Não sinto qualquer tipo de ansiedade, não tenho pressa, estou a viver um dia de cada vez e a aproveitar cada momento. Têm sido meses de muita introspecção e muito aprendizado. Dizem que os filhos são os nossos melhores professores e, mesmo antes de nascer, este bebé já me tem ensinado tanto! Já sabemos o sexo, mas ainda não decidimos se vamos partilhar antes do nascimento, em parte porque queremos guardar o máximo para nós e – também – porque eu só acredito a 100% no sexo quando olhar para o bebé!

Muita gente perguntou, pelo Instagram, se a gravidez foi planeada e que tipo de contracepção eu utilizava antes. Este bebé foi muito desejado pelos dois e a decisão aconteceu muito naturalmente… Até decidirmos que queríamos engravidar, usávamos o método do calendário como prevenção. Eu já conhecia bem o meu ciclo e sabia perfeitamente gerir as coisas. Desde o momento em que decidimos “relaxar” (por volta de Junho), e antes de toda esta aventura começar, eu fiz vários testes que deram negativo. Para algumas pessoas é à primeira, para outras demora mais tempo, e para outras é bastante difícil. Eu considero-me uma sortuda, porque, mesmo não tendo pressa nenhuma, até considero que foi bastante rápido.

Como Descobri Que Estava Grávida

Descobri que estava grávida no dia 31 de Outubro de 2018. No dia anterior sentia o peito muito inchado e dorido e, por insistência de uma amiga que já não me podia ouvir, levei um teste de gravidez para fazer na manhã seguinte.

O meu namorado estava no banho e eu decidi fazer o teste sozinha – por achar que ia ser só mais um teste e ia dar negativo. Fui para a outra casa-de-banho, fiz o teste e segui para a cozinha para começar a preparar o pequeno-almoço enquanto esperava os 3 minutos mandatários. Passado esse tempo (quem já passou por isso sabe que parece uma eternidade), olho casualmente para o teste, que acusa dois riscos bem acentuados! O quê?! Positivo???

Devo ter ficado a olhar para os dois risquinhos durante imenso tempo, meio que a processar se era realmente verdade ou se eu ainda estava meio a dormir. O meu primeiro impulso, quando a ficha caiu, foi ligar para a minha amiga (a que me deu o teste) para garantir que eu estava realmente acordada. Ela fez uns sons estranhos – entre gargalhadas e gritos – e disse algumas 37 vezes “estás grávida!!”.

Chorei. Muito. De felicidade, claro. E o que eu mais queria era correr em direção ao meu namorado e contar-lhe, mas uma parte de mim também queria preparar-lhe uma surpresa. Ponderei durante 16 segundos e decidi que não ia conseguir olhar para a cara dele sem contar nada. Fui a correr para a casa-de-banho onde ele estava, por esta altura já fora do banho, e mostrei-lhe o teste sem conseguir dizer uma palavra. Ele ficou branco, de boca aberta e eu dei-lhe um abraço (parecia que se eu não fizesse nada ele poderia cair no chão a qualquer momento). O resto do dia foi passado entre sonhos, mensagens e telefonemas – ele estava a trabalhar mas não parávamos de comunicar e de perguntar um ao outro se aquilo era mesmo verdade. Ainda hoje, 6 meses depois, me pergunto se é mesmo verdade ou se estarei a sonhar.

O Primeiro Trimestre

Uns dias depois de ter feito o teste fomos para a Alemanha, numa viagem de 4 dias já marcada há algum tempo. Soube bem sair da nossa esfera habitual, estarmos os dois (três!) juntos e encaixar bem as novidades. No dia a seguir a ter voltado da Alemanha, começaram os enjoos.

Eu nunca valorizei muito os enjoos das grávidas, achava que era algo com que se podia muito bem e não durava muito tempo. Mas foi mau, muito mau. Durante duas semanas, estive mal disposta a cada segundo do dia e da noite… sempre com a sensação de que ia vomitar, mas sem ter realmente vomitado (aconteceu duas ou três vezes só). A melhor comparação que posso fazer, para quem nunca passou por isso, é com os enjoos que se têm a andar de carro/barco – agora multipliquem isso por muito e estendam durante 24 horas. Duas semanas depois, resolvi fazer acupuntura para ver se ajudava. E ajudou! Não digo que funciona para toda a gente, mas comigo os enjoos passaram em poucos dias. A única coisa que sentia necessidade de fazer era comer constantemente. Se sentisse uma pontada de fome ficava logo enjoada, mas como andava sempre com qualquer coisa na mala acabei por não ter mais enjoos. Outras coisas que ajudavam: bebidas com gás, chás frios de gengibre e papas Nestum de arroz (não me julguem).

Durante este trimestre, a minha alimentação deu uma volta de 180º: não conseguia tocar em vegetais, só conseguia tolerar alimentos muito “básicos” e de sabor mais neutro, fiquei obcecada com tostas de queijo (o que deixou a minha pele num caos), tigelas de açaí e bebi imenso Ginger Ale. Eu gostava muito de ter conseguido ser mais equilibrada, até porque estava sempre a culpar-me por estar a dar certas coisas ao meu bebé, mas o meu corpo rejeitava quase tudo e eu achei que era mais importante comer – mesmo que fosse menos bem – do que privar-me de alimento.

Por volta da 17ª semana, comecei a sentir o bebé a mexer: eram movimentos muito suaves, só sentidos por dentro, que pareciam movimentos involuntários dos intestinos… mas era o bebé! A partir daí comecei a sentir todos os dias e, ao fim de algumas semanas, já conseguia sentir os pontapés por fora (para delírio do pai!). Nesta altura já estava a conseguir comer melhor e, ao entrar para o segundo trimestre, voltou (quase) tudo ao normal.

Foi também no terceiro mês de gravidez que comecei a fazer yoga para grávidas, o que tem sido uma experiência incrível e vai ser fundamental na preparação para o parto!

O Segundo Trimestre

Dizem que este é o trimestre mais fácil e, no meu caso, tenho de concordar completamente. Já não há o desconforto dos enjoos do primeiro trimestre e o bebé ainda não é grande o suficiente para “pesar” no corpo. Eu sei que não é assim para toda a gente, e muitas mulheres têm enjoos ou outras complicações durante a gravidez toda, mas para mim foram mesmo os melhores 3 meses até agora.

A minha alimentação voltou praticamente ao normal, apesar de ter ficado com o “vício” dos hidratos de carbono e lacticínios do trimestre anterior. Continuei a comer pão, massas, bastante arroz e queijo. Claro que a minha pele não melhorou, a minha fadiga não desapareceu e eu percebi que tinha mesmo de me focar em voltar a comer da forma mais saudável possível. E foi isso que fiz no último mês: voltei a retirar o glúten, os lacticínios, cortei ao máximo os açúcares e voltei a introduzir imensos vegetais no dia-a-dia. Resultado? A minha pele começou logo a limpar e noto uma diferença enorme nos níveis de energia! Claro que para mim não é novidade nenhuma, eu sei perfeitamente o impacto que a alimentação tem na nossa saúde e qualidade de vida, mas é muito fácil ceder aos desejos nesta altura.

Mais para o final do segundo trimestre, comecei a ter algumas dores na zona pélvica e que se mantém até hoje. É uma dor aguda que tenho ao andar – não consigo dar passos muito largos ou rápidos – ou ao apoiar-me numa perna só (tenho de me sentar para vestir/despir as calças. Já fiz uma consulta de osteopatia e sei que isto tem a ver com uma assimetria que eu sempre tive na anca, sendo que agora tenho de respeitar os atuais limites do meu corpo. Continuo a fazer yoga, não faço grandes caminhadas (até porque não consigo) e tenho especial atenção com alguns movimentos. Tirando esse pequeno desconforto, entrei no terceiro trimestre a sentir-me super bem e cada vez mais curiosa por conhecer este baby <3

Mamãs desse lado, contem-me a vossa experiência!

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